A operação será coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria direta com as polícias estaduais. Mais do que apenas prender, o pacto busca cercar o problema por todos os lados. Entre as novidades tecnológicas, destaca se a adoção de um sistema de rastreamento eletrônico para agressores que possuem medidas protetivas contra eles. Na prática, isso permite um monitoramento em tempo real para evitar que o agressor se aproxime da vítima.
Estrutura de acolhimento e saúde mental
O plano também prevê uma expansão significativa na rede de apoio físico e emocional para as vítimas:
- Salas Lilás Itinerantes: Serão entregues 52 unidades móveis para realizar o atendimento e acolhimento em regiões de difícil acesso.
- Casas da Mulher Brasileira: Quatro novas unidades serão abertas ainda este ano para centralizar serviços de justiça e apoio.
- Saúde Mental: O Ministério da Saúde planeja realizar 4,7 milhões de atendimentos psicológicos focados em mulheres vítimas de violência ao longo de 2026.
- Delegacias 24h: Haverá um esforço para que as delegacias especializadas funcionem ininterruptamente e contem com salas reservadas para as vítimas.
Conclusão
Essa mobilização nacional é uma resposta madura a um problema que é estrutural e não admite mais ações isoladas. Ao unir o Judiciário, o Legislativo e o Executivo em um pacto permanente, o Brasil sinaliza que a segurança das mulheres é uma prioridade absoluta do Estado. É fundamental que a sociedade também participe denunciando casos e apoiando as vítimas, pois a mudança de cultura é o único caminho para garantir um futuro de paz. Em caso de violência, o canal oficial é o Ligue 180, que funciona 24 horas por dia e garante o sigilo da denúncia.