Ratinho Júnior destaca salto econômico do Paraná no Show Rural 2026: “O Supermercado do Mundo”

Durante a abertura do Show Rural, em Cascavel, o governador utilizou o palco do maior evento do agronegócio da América Latina para fazer um balanço amplo de sua gestão, destacando entregas em infraestrutura, energia, educação e logística, além de projetar o Paraná como protagonista nacional e internacional na produção de alimentos e energia limpa.

Logo no início do discurso, o governador associou o crescimento do Show Rural à capacidade do Estado de cumprir compromissos assumidos ao longo dos últimos anos, especialmente na região Oeste.

“É ver o tanto que o Show Rural vem crescendo a cada ano que se passou durante esses sete anos. E o mais gostoso ainda é chegar aqui em Cascavel, Paranhos, e de que tudo aquilo que nós nos comprometemos no primeiro Show Rural, nós entregamos.”

A fala busca reforçar a imagem de um governo que promete e executa. Ao citar diretamente obras como o Trevo Cataratas, duplicações viárias, a extensão da Avenida Brasil e a modernização do aeroporto de Cascavel, o governador conecta o sucesso do evento ao investimento público em infraestrutura, apresentando essas obras como condições diretas para o crescimento econômico e logístico da região.

Na sequência, o governador amplia o discurso para além das obras e passa a tratar do reposicionamento estratégico do Paraná no agronegócio nacional, destacando a industrialização da produção como um marco da atual gestão.

“O Paraná sempre foi um estado produtor de alimentos, mas nós não falávamos na industrialização desses alimentos que hoje nós fazemos tudo aqui. A ponto de nós sermos o segundo estado em produção de grãos e passamos a ser deficitário em grãos.”

A declaração chama atenção por inverter uma lógica tradicional do setor. Ao afirmar que o estado passou a importar grãos, o governador aponta que isso não ocorre por queda de produção, mas pelo aumento do processamento interno, impulsionado pelas cooperativas. O discurso reforça o papel do cooperativismo como motor da economia paranaense e como diferencial competitivo frente a outros estados produtores.

Outro eixo central do pronunciamento foi a política energética e ambiental. O governador apresentou dados e utilizou uma metáfora forte para posicionar o Paraná no cenário global.

“Hoje, 98% da nossa energia é gerada de fontes renováveis. Energia verde. O que nós estamos fazendo? Fazendo com que o Paraná passe a ser a Arábia Saudita da energia limpa, energia verde no Brasil e no mundo.”

A comparação busca comunicar, de forma simples e direta, a ambição do Estado em liderar a transição energética. Ao mesmo tempo, o discurso dialoga com investidores, produtores e jovens estudantes presentes no evento, reforçando que o desenvolvimento econômico está sendo associado à sustentabilidade e à segurança energética.

No campo da infraestrutura rural, o governador detalhou números e anunciou a continuidade dos investimentos, com foco direto na produtividade das propriedades.

“Entregamos ao nosso agronegócio paranaense 25 mil quilômetros de rede trifásica, 1 bilhão e 800 milhões de reais de investimentos. E agora nós vamos implantar o ‘Se Liga Aí’, para que a propriedade monofásica possa se conectar à rede trifásica e fortalecer a sua produção.”

Aqui, a fala se conecta de maneira prática com o produtor rural. O governador relaciona energia de qualidade com expansão de aviários, granjas e piscicultura, citando inclusive a liderança do Paraná na produção de tilápia. O discurso mostra que a política energética é apresentada como ferramenta direta de aumento de renda no campo.

Ao abordar logística e exportação, o governador voltou a usar dados e prazos, destacando o Porto de Paranaguá como peça-chave da estratégia estadual.

“Em 60 dias nós vamos estar inaugurando a maior obra portuária da atualidade no Brasil, o Moegão. Vamos aumentar em 35% a capacidade férrea do Porto de Paranaguá.”

A declaração reforça a antecipação de metas e o foco em eficiência logística, elemento central para a competitividade do agronegócio. O governador destacou ainda o avanço do transporte ferroviário, apontando o Paraná como exceção positiva em relação à média nacional.

Encerrando o discurso, o governador adotou um tom político mais amplo, defendendo um modelo de gestão voltado à organização administrativa e à cooperação com o setor produtivo.

“Nós não ficamos aqui perdendo um segundo do nosso tempo brigando, porque essa briga política não leva a nada. O que ajeita a vida do agricultor é um governo organizado.”


O discurso do governador no Show Rural seguiu uma linha clara: apresentar o Paraná como um estado que deixou de ser apenas um grande produtor de matérias-primas para se tornar um polo estruturado de produção, processamento, logística e energia. Ao longo da fala, ele conectou obras, números e programas públicos a uma visão de longo prazo, na qual o agronegócio, as cooperativas e a iniciativa privada atuam de forma integrada com o Estado.

Ao destacar investimentos em infraestrutura viária, energética, educacional e portuária, o governador buscou demonstrar como essas ações sustentam o crescimento econômico e posicionam o Paraná em um patamar acima da média nacional. A repetição de dados e comparações reforçou a narrativa de que o estado passou a antecipar metas, ampliar capacidade produtiva e ganhar protagonismo em áreas estratégicas, como energia limpa, logística e industrialização de alimentos.

No contexto do Show Rural, a fala funcionou como um retrato do modelo de desenvolvimento adotado pelo Paraná nos últimos anos: crescimento ancorado no campo, sustentado por planejamento e apresentado como referência para o Brasil.

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