O Peru mergulhou em mais um capítulo de instabilidade política. Nesta terça-feira (17), o Congresso do país aprovou a destituição do presidente interino José Jeri, tornando-o o sétimo chefe de Estado a ocupar o cargo em apenas 10 anos. A moção de censura foi aprovada com 75 votos a favor, 24 contra e 3 abstenções.
O Estopim: Escândalo “Chifagate”
A queda de Jeri foi acelerada pelas revelações de encontros secretos com o empresário chinês Zhihua Yang, que mantém contratos milionários com o Estado peruano.
- Vídeos Comprometedores: Imagens divulgadas pela imprensa mostram o presidente entrando em um restaurante à noite, tentando esconder a identidade com o capuz de um moletom.
- Investigação: O Ministério Público investiga Jeri por tráfico de influência e patrocínio ilegal de interesses. Ele já prestou depoimento e prometeu entregar seus registros telefônicos.
- Imunidade: Por enquanto, Jeri não pode ser processado criminalmente devido à imunidade do cargo; processos só poderão avançar após o fim de seu mandato, em julho.
Sucessão e Crise Política
José Jeri havia assumido o poder em outubro do ano passado, após a destituição de Dina Boluarte. Sua saída ocorre em um momento crítico, com o país enfrentando protestos massivos devido ao aumento da criminalidade e extorsões.
O que acontece agora?
- Nova Eleição Hoje (18/02): O Congresso elege nesta quarta-feira um novo chefe do Legislativo, que assumirá automaticamente a presidência interina até o dia 28 de julho.
- Eleições Gerais: O Peru já tem eleições marcadas para 12 de abril, onde serão escolhidos um novo presidente definitivo e um novo Congresso.