A prefeitura de Apucarana encontrou uma solução inteligente e sustentável para um problema comum nas cidades: o que fazer com os galhos e folhas que sobram das podas de árvores. Em vez de descartar esse material em aterros, as secretarias de Serviços Públicos e de Agricultura estão transformando esses resíduos em adubo orgânico de alta qualidade. É o tipo de iniciativa onde o “lixo” vira um recurso precioso para quem vive da terra.
O processo funciona de forma simples, mas muito eficiente. O município utiliza um triturador de grande porte para moer os galhos. Após um período de decomposição, esse material se transforma em um fertilizante natural que ajuda o solo a segurar a umidade por mais tempo. Segundo o secretário Wendel Metta, esse benefício é um diferencial enorme para quem cultiva café e hortaliças, culturas que dependem muito da qualidade e da hidratação da terra para produzir bem.
Além do ganho ambiental com o descarte correto, a ação fortalece a economia rural. O adubo é vendido por um preço muito acessível para os agricultores da região, fechando um ciclo positivo: a cidade fica limpa, o produtor economiza no fertilizante e o consumidor recebe alimentos cultivados de forma mais natural em sua mesa.
Como adquirir o fertilizante
Para os produtores que desejam aproveitar essa oportunidade, o caminho é direto e sem burocracia excessiva. Confira os detalhes práticos:
- Valor: O fertilizante é comercializado por R$ 107,52 por caminhão.
- Procedimento: O agricultor interessado deve procurar a Secretaria Municipal de Agricultura.
- Abertura de Protocolo: É necessário registrar o pedido oficialmente na secretaria para agendar a retirada ou entrega.
- Indicação: O material é especialmente recomendado para melhorar a estrutura do solo em hortas e cafezais.
Essa iniciativa de Apucarana é um exemplo maduro de como a gestão pública pode unir ecologia e economia com criatividade. Ao transformar um resíduo urbano em um insumo agrícola barato, a prefeitura reduz custos operacionais e incentiva o setor que move o interior paranaense. É uma estratégia que prova que, com o equipamento certo e planejamento, é possível criar soluções que beneficiam o meio ambiente e o bolso do trabalhador rural ao mesmo tempo.