A Polícia Civil de Goiás deflagrou uma operação em Firminópolis para investigar um desvio milionário envolvendo o patrimônio de Angélica Gonçalves Pedrosa. O principal alvo é o neto da idosa, o zootecnista Fabiano Pedrosa Leão, suspeito de desviar cerca de 37 milhões de reais das contas da avó enquanto geria os negócios agrícolas da família.
As investigações apontam que Fabiano aproveitou a confiança das tias e o fato de a avó possuir pouco conhecimento digital para realizar movimentações sem prestar contas. Um dos fatos mais graves registrados pela polícia foi o saque de 1,4 milhão de reais efetuado apenas dois dias após a morte de Angélica, em maio de 2024. A denúncia foi feita por uma das filhas da idosa, que estranhou o rápido enriquecimento do sobrinho enquanto a mãe vivia com recursos limitados.
Esquema envolvia funcionários de bancos e cartórios
A polícia acredita que o suspeito não agia sozinho. O relatório aponta que bancários, funcionários de cartórios e fazendeiros da região podem ter colaborado com as transações irregulares. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa de Fabiano, os agentes encontraram armas de fogo sem registro, o que resultou em uma prisão em flagrante por posse ilegal, embora ele tenha sido liberado após pagar fiança.
Em sua defesa, o zootecnista afirmou que todas as decisões eram comunicadas à avó e que os lucros eram divididos entre os familiares conforme os documentos assinados por eles. Sobre o saque realizado após o falecimento da idosa, ele alegou que o dinheiro foi distribuído entre as filhas dela para o abatimento de dívidas pendentes. O indiciamento dos envolvidos está em fase final de conclusão.

