O Núcleo de Operações com Cães da Polícia Civil do Paraná anunciou nesta semana a aposentadoria de um de seus membros mais ilustres. Raio, um pastor belga malinois que atuava em Pato Branco, encerrou suas atividades após um diagnóstico de osteossarcoma, um tipo de câncer ósseo extremamente agressivo. A carreira do animal é marcada por números que impressionam até os policiais mais experientes: em sete anos de serviço, ele auxiliou na apreensão de mais de 12 toneladas de entorpecentes e na prisão de mais de 600 criminosos.
Considerado um dos maiores farejadores da história da corporação, Raio percorreu mais de 200 cidades paranaenses. Entre suas ações de maior impacto está a interceptação de um carregamento com 500 munições de fuzil em um ônibus que tinha como destino o Rio de Janeiro. Sua capacidade técnica e entrega nas operações transformaram a forma como a polícia judiciária utiliza cães em missões de alto risco no estado.
Diagnóstico e superação
A descoberta da doença ocorreu após exames de imagem que revelaram uma fratura e o tumor no membro afetado. Como o osteossarcoma possui alto risco de metástase, especialmente para os pulmões, a equipe veterinária optou pela amputação da pata atingida como forma de preservar a vida do animal. A cirurgia foi considerada um sucesso e o cão herói já iniciou o protocolo de quimioterapia para conter o avanço da doença.
Apesar da gravidade do quadro clínico, a história de Raio terá um desfecho de acolhimento. Seu tutor e parceiro de operações, o agente Juliano Riboli, confirmou que adotará o animal oficialmente. Agora, longe das rodovias e do combate ao crime organizado, o cão passará seus dias como um membro integral da família de seu antigo parceiro, recebendo os cuidados necessários para sua recuperação.

