Uma tragédia abalou o município de Vitorino, no Sudoeste do estado, na manhã deste domingo, dia vinte e seis de abril. Vitória Bernardi, de apenas dezessete anos, foi assassinada a facadas enquanto caminhava pela calçada com sua filha bebê no colo. O autor do crime foi identificado como Ezequiel Lopes, de trinta e seis anos, ex companheiro da adolescente. Segundo informações da Polícia Militar, o homem não aceitava o fim do relacionamento, que durou cerca de dois meses.
O crime foi registrado por câmeras de segurança de uma residência próxima. As imagens mostram o momento em que o agressor chega em um veículo branco, estaciona e aborda a jovem. Ele passa o braço pelos ombros de Vitória e inicia o ataque brutal com uma faca. Com o impacto das agressões, a adolescente caiu no chão junto com a criança. O suspeito fugiu do local imediatamente após o ato.
O esforço final para proteger a criança
Mesmo atingida por diversos golpes, Vitória demonstrou um instinto materno heróico. As imagens revelam que ela conseguiu se levantar, pegou a bebê no colo e caminhou por aproximadamente cem metros em busca de socorro antes de perder as forças e desfalecer. Quando as equipes de resgate e a Polícia Militar chegaram ao local, por volta das dez horas e trinta minutos, a jovem já estava sem vida.
A bebê, que não é filha do agressor, não sofreu ferimentos físicos durante a queda ou o ataque. Após o crime, as forças de segurança iniciaram buscas intensas pela região. Ezequiel Lopes foi localizado morto em uma área de mata pouco tempo depois. A Polícia Militar confirmou que ele tirou a própria vida após o assassinato da ex companheira.
Investigação e canais de ajuda
A Polícia Civil do Paraná instaurou um inquérito para detalhar a dinâmica do feminicídio. Embora os registros de vídeo mostrem a ação solitária de Ezequiel, os investigadores buscam identificar se houve qualquer tipo de auxílio ou incitação por parte de terceiros.
O caso reforça a necessidade de vigilância constante sobre sinais de comportamento obsessivo em relacionamentos. Em situações de risco ou ameaça, a população deve utilizar os canais oficiais de denúncia:
- Polícia Militar: Telefone 190 para emergências
- Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180
- Polícia Civil: Telefones 197 ou 181 para denúncias anônimas

