A influenciadora e advogada Deolane Bezerra se manifestou nesta terça-feira (26) sobre a prisão ocorrida durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
A declaração foi divulgada por meio de uma carta publicada nas redes sociais pela irmã dela, a advogada Dayanne Bezerra.
No texto, Deolane afirma ser alvo de perseguição há anos por ser uma figura pública e nega qualquer envolvimento com organização criminosa.
“Não sou e nunca fui bandida. Sou mãe, sou empresária, sou advogada”, escreveu.
A influenciadora também declarou que está presa em razão de um depósito de R$ 24,5 mil referente, segundo ela, a honorários advocatícios recebidos em espécie. De acordo com Deolane, o valor não teria ligação com a transportadora investigada no inquérito.
Na carta, ela ainda afirma que nunca foi chamada anteriormente para prestar esclarecimentos sobre o caso e critica a forma como ocorreu a prisão.
“Fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos”, declarou.
Deolane também negou informações divulgadas sobre possuir 37 empresas em seu nome e afirmou que isso poderia ser desmentido com consulta em órgãos oficiais.
A prisão ocorreu durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do PCC e empresas utilizadas para ocultação de patrimônio.
Entre os investigados estão pessoas ligadas à cúpula da facção criminosa, incluindo familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Segundo as investigações, Deolane teria recebido depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. Os investigadores apontam movimentações financeiras fracionadas que, somadas, chegaram perto de R$ 700 mil.
A defesa da influenciadora nega qualquer irregularidade e afirma que ela é inocente.

