PM e GAECO prendem em Cascavel homem investigado por desvio de R$ 1,6 milhão de banco

A Polícia Militar, em apoio ao GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), prendeu na manhã desta quinta feira (29) um homem de 49 anos investigado por envolvimento em um esquema de desvio de R$ 1,6 milhão de uma instituição bancária. A prisão aconteceu em Cascavel e cumpriu um mandado expedido pela comarca de Brasília, no Distrito Federal.

Segundo as forças de segurança, o suspeito era procurado por crimes cometidos em 2023. Após trabalho de inteligência, as equipes receberam informações de que ele estaria residindo ou circulando pela cidade, o que possibilitou sua localização e a execução da ordem judicial.

A abordagem ocorreu nas proximidades de um supermercado na região oeste da Rua Manaus. O tenente Rhuan Marco, da Polícia Militar, explicou que a ação foi realizada em apoio direto ao GAECO. De acordo com ele, havia tentativas anteriores de cumprimento do mandado em outros estados, como São Paulo, sem sucesso.

As investigações apontam que o esquema criminoso envolvia um ex funcionário do banco, que teria realizado o desvio dos valores e repassado o dinheiro ao homem preso em Cascavel. O prejuízo total à instituição financeira chega a R$ 1,6 milhão. Conforme a Polícia Militar, o suspeito não era funcionário do banco, mas teria participado recebendo parte dos valores desviados.

Ainda segundo o tenente, o mandado de prisão continha poucas informações detalhadas sobre o crime, mas confirmou o vínculo do investigado com o desvio ocorrido no Distrito Federal. Não há, até o momento, informações sobre a recuperação do dinheiro.

Após a prisão, o homem foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Cascavel e, na sequência, levado à Cadeia Pública da cidade, onde permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação pelo GAECO do Distrito Federal, e novas diligências não estão descartadas.

O episódio reforça como crimes financeiros de grande escala frequentemente ultrapassam fronteiras estaduais e exigem cooperação entre forças de segurança. A atuação conjunta da Polícia Militar e do GAECO mostra que, mesmo após anos, investigações desse tipo continuam em andamento e podem resultar na responsabilização dos envolvidos.

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