O município de Corbélia vem adotando uma estratégia moderna no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e Chikungunya. A principal ferramenta utilizada são as chamadas ovitrampas, armadilhas que permitem identificar com precisão onde o mosquito está mais ativo na cidade.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as ovitrampas não eliminam o mosquito. Elas servem para monitoramento. O objetivo é identificar os locais onde o Aedes aegypti está colocando seus ovos e, a partir disso, direcionar as ações de combate de forma mais eficiente.
O uso das ovitrampas em Corbélia começou em junho de 2025 e, em 2026, foi ampliado para os distritos do município. Atualmente, são 70 armadilhas instaladas em pontos estratégicos, cada uma com alcance aproximado de 300 metros.
O trabalho segue um cronograma organizado. Uma vez por mês, as armadilhas permanecem nos locais por duas semanas. A cada semana, uma palheta onde os ovos ficam aderidos é retirada e levada para a sala de apoio da dengue. Como os ovos são muito pequenos, a contagem é feita com o auxílio de lupa. Depois disso, as informações são lançadas em um sistema que gera um mapa de calor, indicando as áreas com maior concentração de ovos.
Com esse mapeamento, as equipes de saúde conseguem concentrar visitas domiciliares, orientações e ações de eliminação de criadouros exatamente nos pontos mais críticos. Isso reduz desperdício de tempo e recursos, além de aumentar a eficácia do combate ao mosquito.
A iniciativa mostra como o uso de dados e tecnologia tem se tornado um aliado importante da saúde pública em Corbélia. Mais do que reagir aos surtos, o município passa a atuar de forma preventiva, antecipando riscos e reforçando a importância da participação da população no enfrentamento às doenças transmitidas pelo mosquito.