A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 8,635 trilhões em 2025, o maior patamar desde 2015. O valor representa um aumento de 18% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Tesouro Nacional.
De acordo com o secretário do Tesouro, Rogério Cecon, parte desse crescimento está ligada à recomposição do colchão de liquidez, que funciona como uma reserva financeira do governo para garantir o pagamento de despesas e dívidas em momentos de instabilidade.
“A variação do estoque da dívida precisa ser analisada de forma mais ampla. É importante observar o comportamento do colchão de liquidez, que poderia estar sendo consumido”, explicou Cecon.
Ele ressaltou ainda que o aumento da dívida não significa, necessariamente, um bom desempenho fiscal. “O fato de o estoque ter crescido não quer dizer que foi um ano positivo do ponto de vista fiscal”, afirmou.
A dívida pública federal inclui os compromissos internos e externos assumidos pelo Tesouro Nacional para cobrir o déficit das contas públicas, quando os gastos do governo superam a arrecadação.
Já o subsecretário da Dívida Pública, Daniel Leal, destacou que o avanço da dívida de um ano para outro também pode estar relacionado ao impacto dos juros e a um cenário de mercado favorável, que permite maior emissão de títulos e a recomposição do colchão de liquidez.