Uma tentativa frustrada de regularizar documentos terminou em prisão preventiva para uma mulher de 52 anos nesta segunda-feira, em Cascavel. Investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes contra o Estado Democrático, a acusada foi detida dentro da Delegacia do Adolescente após procurar o órgão para solicitar a segunda via de sua carteira de identidade. O mandado de prisão foi assinado pelo ministro Alexandre de Moraes após a constatação de que ela havia descumprido medidas judiciais e fugido do país.
A história da prisão beira o inacreditável pela falta de cautela da própria investigada. De acordo com a Polícia Civil, a mulher usufruía de liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica, mas decidiu romper o equipamento e fugir para a Argentina. No país vizinho, ela acabou perdendo seus documentos e, sem identificação oficial para trabalhar, acabou sendo expulsa pelas autoridades argentinas. Ao retornar ao Brasil, ela buscou a delegacia de sua cidade natal acreditando que conseguiria emitir um novo RG.
Assim que os dados foram inseridos no sistema, o alerta de “procurada” apareceu imediatamente na tela do policial que fazia o atendimento. Além do histórico de fuga, ela responde por crimes graves como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada e golpe de Estado. A decisão do ministro também determinou o bloqueio imediato de todas as contas bancárias, veículos e bens imóveis da investigada.
A detida foi encaminhada para uma unidade prisional e permanecerá à disposição da Justiça Federal. O caso reforça que, com a integração total dos sistemas de segurança, qualquer tentativa de foragidos de acessarem serviços públicos se torna uma armadilha. O próximo passo agora é o retorno da ré à custódia integral, onde o rompimento da tornozeleira e a fuga internacional devem ser usados como argumentos definitivos para mantê-la longe da liberdade provisória por um longo tempo.