A noite de sábado (21) foi marcada por uma tragédia no Rio Grande, na região turística entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG). O que deveria ser um passeio de lazer terminou em um grave acidente envolvendo 15 pessoas. Uma lancha que partiu de Franca acabou colidindo contra um píer na margem mineira do rio, resultando na morte de seis pessoas, incluindo uma criança de apenas quatro anos.
O caso acende um alerta urgente sobre a segurança em passeios náuticos, especialmente quando envolvem embarcações alugadas e condutores sem a devida preparação técnica para navegar.
O impacto da batida foi tão forte que mobilizou imediatamente moradores locais e mergulhadores que estavam na região. Graças ao socorro rápido desses voluntários e da Guarda Civil Municipal de Rifaina, nove pessoas conseguiram sobreviver. Dessas, três precisaram de atendimento médico imediato, enquanto as outras seis não apresentavam ferimentos visíveis, apesar do choque emocional.
O cenário das investigações aponta para uma falha grave na segurança do passeio. O condutor da lancha, que está entre os mortos, não possuía habilitação náutica — o documento obrigatório para pilotar esse tipo de embarcação. Na prática, isso significa que o grupo estava sob a responsabilidade de alguém sem treinamento oficial para lidar com as condições do rio ou com manobras de emergência.
As vítimas fatais eram quatro mulheres (com idades entre 22 e 46 anos), um homem e o pequeno Bento, de quatro anos. Entre os mortos, Viviane Aredes e seu filho Bento eram familiares do prefeito de Patrocínio Paulista, cidade que decretou luto oficial pelo ocorrido. A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais já trabalha no local para entender as causas exatas da colisão e apurar as responsabilidades pelo serviço contratado.
A perda de seis vidas em um momento de descontração é uma notícia que entristece toda a região e reforça a necessidade de fiscalização rigorosa em nossos rios. A estratégia das autoridades agora se volta para a perícia técnica, buscando respostas que possam evitar que novos acidentes como este se repitam. É fundamental que o turismo náutico seja sinônimo de segurança, e este triste episódio serve como uma reflexão madura sobre a importância de sempre exigirmos profissionais habilitados e equipamentos em dia antes de entrar na água.