Ministério da Saúde confirma caso de sarampo no Rio de Janeiro

O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta feira (1) um caso de sarampo na cidade do Rio de Janeiro. A paciente é uma mulher de 22 anos, sem registro de vacinação, que trabalha em um estabelecimento hoteleiro na capital fluminense. Este é o segundo registro da doença no Brasil em 2026, ocorrendo poucas semanas após uma criança de 6 meses ter sido diagnosticada com o vírus em São Paulo, após uma viagem à Bolívia.

Imediatamente após a confirmação, as autoridades de saúde iniciaram protocolos de contenção rigorosos. Foi realizada a vacinação de bloqueio na residência da jovem, no seu local de trabalho e nas unidades de saúde onde ela buscou atendimento. O governo federal informou que está trabalhando de forma conjunta com as secretarias municipal e estadual para realizar uma varredura completa na região, buscando identificar qualquer outra pessoa que apresente sintomas suspeitos.

Status Sanitário e Prevenção

Apesar deste novo registro, o Ministério da Saúde esclarece que o Brasil permanece com o status de país livre da circulação endêmica do sarampo. A pasta destaca que a resposta rápida das equipes de vigilância tem sido fundamental para evitar que casos importados ou isolados se transformem em surtos comunitários. Em 2025, o país conseguiu interromper a transmissão de 38 casos importados, uma estratégia que recebeu elogios da Organização Pan Americana da Saúde (Opas).

A manutenção desta segurança depende diretamente da imunização da população. O sarampo é uma doença viral extremamente contagiosa, transmitida pelo ar ao tossir, espirrar ou simplesmente falar. Estimativas apontam que uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não possuam imunidade.

Sintomas e Alerta

Os sintomas do sarampo incluem erupções avermelhadas na pele e coceira intensa nas mãos. O período de transmissão começa cerca de seis dias antes do aparecimento das manchas e dura até quatro dias após o surgimento das marcas no corpo. Como os sinais iniciais podem ser confundidos com outras viroses, o Ministério da Saúde recomenda que qualquer pessoa com febre e manchas vermelhas procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo e evite o contato com outras pessoas até a avaliação médica.

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