O cenário político de Corbélia sofreu um abalo sísmico nesta quarta feira (25) com o anúncio da desfiliação imediata das duas principais lideranças do Partido Liberal (PL) no município. O vice prefeito Sandro Huf e o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente local da sigla, Fabio Pontes, oficializaram a entrega da comissão provisória e a saída da legenda.
A decisão foi motivada por uma divergência estratégica insolúvel: a nova postura do PL estadual em adotar uma linha de oposição ao governo de Ratinho Junior. Para as lideranças locais, manter se na sigla significaria romper com uma parceria que trouxe benefícios históricos para a cidade.
O fator Sergio Moro e a crise estadual
A crise que culminou na debandada em Corbélia começou com a filiação do senador Sergio Moro ao PL. O movimento, articulado pela cúpula nacional e pelo senador Flávio Bolsonaro, visa lançar Moro ao Governo do Estado, o que forçou a saída do deputado federal Fernando Giacobo da presidência estadual do partido.
Sandro Huf foi enfático ao justificar a desfiliação. Segundo o vice prefeito, o grupo possui profunda admiração pelo trabalho de Ratinho Junior e não aceitaria integrar uma sigla que atue contra o time do governador. Ele destacou que Corbélia executa atualmente mais de 90 milhões de reais em investimentos e obras provenientes dessa parceria estadual, e que a prioridade é preservar a estabilidade administrativa do município.
Futuro indefinido e alinhamento nacional
Apesar do rompimento com a estrutura estadual do PL, o grupo de Corbélia reforçou que não haverá mudança na bússola ideológica no plano nacional. As lideranças garantem que seguem alinhadas com a direita e com o senador Flávio Bolsonaro, mantendo a oposição firme ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Até o momento, nem Sandro Huf nem Fabio Pontes definiram para qual partido irão migrar. O destino partidário das lideranças agora é o grande mistério dos bastidores políticos da região, enquanto o PL local busca se reorganizar após perder suas principais referências.