A Justiça da Coreia do Sul proferiu, nesta quinta-feira (19), uma sentença histórica que encerra um dos capítulos mais tensos da política asiática recente. O ex-presidente Yoon Suk Yeol foi condenado à prisão perpétua por arquitetar uma tentativa de insurreição ao tentar impor a lei marcial no país em dezembro de 2024.
A Sentença e os Argumentos do Tribunal
O juiz Jee Kui-youn, em nome do painel de magistrados, foi enfático ao classificar a tentativa de bloqueio do Parlamento como um ataque direto à democracia.
- O Crime: O tribunal entendeu que o envio de tropas armadas e o uso de força para prender parlamentares constituíram atos claros de insurreição.
- A Intenção: Segundo os juízes, o objetivo de Yoon era paralisar a Assembleia Nacional por tempo indeterminado para manter o controle do país.
- Defesa: O ex-presidente alegou que a medida foi apenas uma “advertência e apelo”, argumento que foi totalmente rejeitado pela corte.
Outras Condenações de Peso
Yoon não foi o único a receber penas severas. Outros nomes da cúpula do governo e das forças de segurança foram sentenciados por sua participação no plano:
| Nome | Cargo | Pena |
| Kim Yong-hyun | Ex-ministro da Defesa | 30 anos de prisão |
| Noh Sang-won | Major-general reformado | 18 anos de prisão |
| Cho Ji-ho | Ex-chefe da Polícia Nacional | 12 anos de prisão |
O Contexto Legal e a Pena de Morte
Embora a lei sul-coreana preveja a pena de morte para líderes de insurreição, a Justiça optou pela prisão perpétua. Vale lembrar que, apesar de a pena capital existir no papel e ter sido aplicada pela última vez em 2016, a Coreia do Sul não realiza execuções desde 1997.
A defesa de Yoon Suk Yeol criticou duramente o veredicto, chamando-o de “politizado” e prometendo recorrer até a última instância.