A Justiça da Paraíba tomou uma decisão importante neste domingo ao condenar o influenciador digital Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, conhecido como Euro. O caso, que começou a ser investigado após denúncias sobre o comportamento do casal com jovens na internet, terminou com penas pesadas de prisão. De forma simples, a justiça entendeu que eles criaram um ambiente de mentira para atrair adolescentes e usá-los em situações perigosas e proibidas para menores, como se a vida real fosse um programa de televisão sem regras.
Hytalo Santos recebeu uma pena de 11 anos e 4 meses de reclusão, enquanto Euro foi condenado a 8 anos e 10 meses. O juiz Antônio Rudimacy, de Bayeux, explicou que os jovens eram colocados em um cenário controlado, parecido com um “reality show”, mas em um contexto totalmente adulto. Naquela casa, os adolescentes tinham acesso a bebidas alcoólicas e não recebiam os cuidados básicos de um jovem da idade deles, como alimentação adequada e incentivo para frequentar a escola.
O tribunal destacou que o crime é ainda mais grave porque os condenados se aproveitaram da inocência e da vontade dos jovens de serem famosos para produzir conteúdos proibidos. Além do tempo na cadeia, o casal terá que pagar uma indenização de R$ 500 mil por danos morais. Os dois já estão presos desde agosto do ano passado, quando foram encontrados em São Paulo, e o juiz decidiu que eles devem continuar na prisão enquanto esperam o resultado dos próximos recursos.
A defesa do casal já avisou que vai recorrer da decisão, acreditando que poderá provar a inocência deles em tribunais superiores. Por outro lado, esse processo não é o único problema que eles enfrentam. Existe outra investigação correndo na Justiça do Trabalho que apura se houve tráfico de pessoas e se os jovens eram mantidos em condições de trabalho parecidas com a escravidão. Todo o caso ganhou força após alertas de outros produtores de conteúdo que perceberam algo errado nas redes sociais do influenciador.
A condenação de pessoas tão conhecidas no mundo digital envia uma mensagem clara de que a internet não é uma terra sem lei, especialmente quando o assunto é a proteção de crianças e adolescentes. É um passo positivo para a justiça brasileira, que mostra estar atenta aos perigos que se escondem por trás das telas de celular e do brilho da fama instantânea.