Litoral do Paraná atrai R$ 337,9 milhões em investimentos na temporada de verão

A temporada 2025-2026 do Verão Maior Paraná registrou um movimento financeiro de R$ 337,9 milhões em licenciamentos ambientais nos sete municípios do litoral. Segundo o balanço divulgado nesta segunda-feira (06) pelo Instituto Água e Terra (IAT), o montante é resultado de 124 processos concluídos entre dezembro e março, abrangendo tanto iniciativas públicas quanto privadas.

O processo de validação técnica do IAT assegura que as atividades econômicas operem em conformidade com as normas de conservação dos ecossistemas locais. De acordo com as autoridades ambientais, estar regularizado oferece segurança jurídica aos empreendedores, evitando embargos e multas, ao mesmo tempo em que garante à população a preservação do patrimônio natural da região.

Impacto no PIB e geração de empregos

Os investimentos licenciados refletem diretamente no bem-estar social e na economia do estado. Dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) indicam que as ações da temporada resultaram em um acréscimo de R$ 110 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná, além da geração de 2.368 empregos diretos e indiretos.

Os principais projetos que impulsionaram esses números estão concentrados em Paranaguá, com destaque para:

  • Logística: Construção de pátio de armazenamento no valor de R$ 90 milhões.
  • Indústria: Entrada em operação de uma unidade química com investimento de R$ 25 milhões.
  • Infraestrutura: Obras de pavimentação urbana estimadas em R$ 15,7 milhões.

Desenvolvimento distribuído pelos municípios

Além do polo portuário, outras cidades da região também apresentaram movimentação relevante através de novos empreendimentos e regularizações:

  • Pontal do Paraná: R$ 3 milhões destinados a estruturas náuticas.
  • Matinhos: R$ 2.3 milhões em licenciamentos para novas edificações.
  • Guaratuba: R$ 1.2 milhão proveniente da regularização de um empreendimento hoteleiro.
  • Morretes: R$ 280 mil aplicados na instalação de estações emissoras de campo eletromagnético.

A viabilização desses processos contou com o trabalho de 76 servidores dedicados à análise rigorosa de mitigação de riscos, incluindo sistemas de controle de emissões e tratamento de efluentes, garantindo que o crescimento econômico não comprometa a qualidade ambiental do litoral paranaense.

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