O empresário Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula, está no centro de uma nova controvérsia sobre tráfico de influência. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, Lulinha teria prestado serviços de consultoria para o Grupo Fictor durante o ano de 2024. O objetivo da contratação seria estreitar os laços entre a companhia e a cúpula do governo federal.
Os relatos indicam que a atuação de Lulinha era extremamente discreta. Ele evitava visitas frequentes aos escritórios da empresa e mantinha uma rotina de consultoria fora do alcance dos holofotes. Essa relação teria sido a porta de entrada para que Luiz Phillippe Rubini, ex sócio da Fictor, conquistasse uma cadeira no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o influente Conselhão da Presidência.
Negativas e defesa oficial
A Secretaria de Relações Institucionais agiu rápido para desmentir qualquer interferência direta. Em nota oficial, o órgão afirmou que a indicação de Rubini para o Conselhão não teve qualquer participação de Fábio Luís da Silva. A tese do governo é de que as nomeações seguem critérios técnicos e de representatividade setorial.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende os interesses de Lulinha, confirmou que seu cliente conhece o empresário Luiz Phillippe Rubini. Entretanto, a defesa negou veementemente a existência de qualquer vínculo profissional ou de trabalho com o Grupo Fictor. Carvalho classificou as suspeitas como mais uma tentativa deliberada de envolver o filho do presidente em escândalos políticos.
Conexão com o Banco Master e dívida de R$ 4,2 bilhões
O nome da Fictor ganhou relevância no noticiário econômico por sua tentativa audaciosa de expansão. Em novembro de 2025, a empresa anunciou a intenção de comprar o Banco Master. A proposta ocorreu curiosamente na véspera da primeira prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, um dos pivôs de investigações sobre desvios previdenciários.
Atualmente, a situação financeira do grupo é crítica. Após o fracasso das negociações e o avanço das crises internas, a Fictor entrou em recuperação judicial. O grupo acumula dívidas que ultrapassam a marca de 4,2 bilhões de reais, deixando centenas de investidores e credores em alerta sobre o futuro das operações da companhia.