O Governo do Paraná confirmou nesta terça-feira (31/03) a adesão ao plano emergencial da União para subsidiar o óleo diesel importado. Com o barril do petróleo operando acima dos US$ 100 devido ao prolongado conflito no Oriente Médio, a medida tenta evitar o que os especialistas mais temem: o desabastecimento em plena colheita de safra.
A conta, no entanto, é salgada. O subsídio total de R$1,20 por litro será dividido meio a meio: a União banca R$0,60 e o Estado outros R$0,60. Para o Paraná, o terceiro maior importador do combustível no país, isso significa uma fatura de R$77,5 milhões por mês.
A Anatomia do Subsídio: Quem Paga a Conta?
A medida, com validade inicial até 31 de maio, surge como um balão de oxigênio para os importadores. Atualmente, cerca de 28% do diesel consumido no Brasil vem do exterior. Com os preços internacionais nas alturas, a “conta não fecha” para quem traz o produto, o que gera o risco iminente de secas nos postos.
O Impacto Fiscal em Números:
- Subvenção total: R$1,20 / litro.
- Participação do Paraná: R$0,60 / litro.
- Custo para os cofres paranaenses: R$155 milhões em dois meses.
- Custo nacional estimado: R$3 bilhões.
O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, foi franco ao admitir que a medida é mais focada em garantir que o combustível chegue do que em baixar o preço para o consumidor. “Provavelmente, o preço na bomba não vai mexer em nada”, afirmou, destacando que o objetivo principal é manter as máquinas do agronegócio girando.


