A busca pelo “corpo perfeito” através de atalhos perigosos foi o alvo da Polícia Federal na última quinta-feira (19). A Operação Good Shape desarticulou uma rede de contrabando internacional, resultando na prisão de duas mulheres (uma em Minas Gerais e outra no Paraguai) acusadas de liderar um esquema de venda ilegal de medicamentos emagrecedores.
Conexão Internacional e Vendas Digitais
O esquema era bem estruturado: as investigadas utilizavam plataformas digitais e redes sociais para atrair clientes, oferecendo substâncias que prometiam resultados rápidos. No entanto, o “cardápio” ia além das pílulas: a rede também contrabandeava eletrônicos, como celulares, e perfumes de luxo.
As prisões ocorreram em pontos distantes:
- Ciudad del Este (Paraguai): Uma suspeita foi detida e aguarda extradição para Foz do Iguaçu (PR).
- São José da Barra (MG): A segunda investigada foi presa pela equipe da PF em solo mineiro.
O Perigo nas Cápsulas
O grande alerta da operação recai sobre a saúde pública. As marcas comercializadas têm a importação proibida pela Anvisa. Sem registro no Brasil, esses produtos não possuem controle de qualidade, segurança ou eficácia. Além do risco químico das fórmulas originais, a PF identificou um alto índice de falsificação, o que torna o consumo uma verdadeira “roleta russa” para o organismo.
Golpe no Bolso
Além da liberdade das suspeitas, a Justiça Federal mirou o patrimônio da organização. Foi determinado o sequestro de bens e valores que somam R$ 500 mil, além do bloqueio imediato das redes sociais utilizadas para o comércio ilícito.