O setor de ortopedia do Hospital Cemil em Umuarama foi cenário de uma tentativa de homicídio que chocou pacientes e funcionários. Gabriel Damasceno Camargo de 27 anos disparou um revólver calibre 32 durante um atendimento clínico. O alvo era o médico ortopedista que atuava como seu professor mas o tiro acabou atingindo de raspão a cabeça de uma paciente de 58 anos que estava no consultório.
Segundo a Polícia Militar o crime aconteceu durante a terceira consulta do período. Gabriel estava sentado atrás do médico preceptor quando sacou a arma e efetuou o disparo. O profissional só percebeu a gravidade da situação ao ouvir o estampido e ver a paciente caída no chão. Felizmente a mulher recebeu atendimento imediato e não corre risco de morte.
Fuga armada e prisão em flagrante
Após o atentado o residente fugiu do hospital a pé. Durante a tentativa de escape ele rendeu um motorista disparando contra o chão para intimidar a vítima e roubou um veículo. A Polícia Militar iniciou um cerco rápido e conseguiu abordar Gabriel pouco tempo depois.
Com o suspeito os policiais encontraram o revólver carregado e mais 17 munições intactas no bolso. A arma não possuía registro e o médico não tinha autorização para o porte. O Coronel responsável pelo caso destacou que a facilidade para entrar armado no hospital se deu pelo uso do jaleco que facilitou a ocultação do revólver pequeno somada à ausência de detectores de metais na unidade.
Investigação e medidas disciplinares
Na delegacia Gabriel alegou ser portador de transtorno bipolar e estar sob tratamento medicamentoso para depressão. Ele responderá por tentativa de homicídio e roubo. O Conselho Regional de Medicina do Paraná já instaurou uma sindicância para apurar o fato e informou que o residente pode sofrer desde uma advertência até a cassação definitiva do registro profissional.
A administração do Hospital Cemil divulgou nota informando que repudia qualquer ato de violência e que está colaborando com a Polícia Civil. A defesa do acusado afirmou que ainda não teve acesso total ao processo e que qualquer conclusão sobre a motivação ou estado mental do jovem é prematura neste momento.

