O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS I) de Corbélia iniciou a semana com foco total no bem-estar emocional. Na última segunda-feira, dia 2 de fevereiro, a unidade retomou oficialmente as suas atividades em grupo, um passo fundamental para o tratamento de quem busca apoio e fortalecimento na saúde mental. A volta dessas ações visa não apenas o cuidado clínico, mas também a socialização e a retomada da autonomia de cada paciente atendido pelo serviço.
Três grupos principais já estão com os calendários reativados para atender diferentes necessidades:
- Acalme-se: Realizado sempre às segundas-feiras no período da tarde.
- Tecer e Viver: Focado em artesanato e geração de renda, acontece às terças-feiras à tarde.
- Humanamente: Desenvolvido nas manhãs de quinta-feira.
O primeiro dia de atividades foi marcado pelo acolhimento de novos pacientes e seus familiares, que foram apresentados aos veteranos para criar vínculos e fortalecer o sentimento de pertencimento ao serviço. A recepção contou com momentos de descontração, incluindo músicas, karaokê e dinâmicas conduzidas pela psicóloga Jéssica e pela terapeuta ocupacional Nikoly, que reforçaram a importância de um ambiente leve e humanizado para o sucesso da terapia coletiva.
A retomada desses espaços de escuta e convivência é essencial para evitar o isolamento social, um dos maiores inimigos da saúde mental. Ao transformar o tratamento em um esforço coletivo, o CAPS I de Corbélia garante que o paciente e sua família tenham suporte contínuo para enfrentar os desafios do dia a dia.
Este retorno é um sinal positivo de que a rede de saúde municipal está atenta à demanda crescente por cuidados psicológicos pós-pandemia. Agora, o desafio é manter a frequência e a qualidade desses grupos, garantindo que o acolhimento não seja apenas um evento de abertura, mas uma prática constante que ajude a reduzir o estigma sobre as doenças mentais na comunidade.
O preconceito ainda faz muita gente ver o CAPS como um lugar para loucos, mas a realidade é o oposto disso. Como peça fundamental do SUS, o centro funciona como uma rede de proteção para quem enfrenta crises, trocando o isolamento por convivência e dignidade. Ao promover grupos de artesanato e integração, o serviço mostra que a saúde mental é sobre acolhimento e reintegração social, não sobre exclusão.