Toledo avança na revisão do Plano Municipal de Mobilidade

A Prefeitura de Toledo deu início a uma nova etapa da revisão do Plano Municipal de Mobilidade. Representantes de todas as secretarias participaram de uma reunião realizada na terça-feira (4), na Sala de Reuniões do Gabinete do Prefeito, para começar o levantamento dos principais problemas de deslocamento e acesso relacionados aos serviços públicos municipais.

O trabalho é coordenado pela Secretaria de Planejamento, Habitação, Urbanismo e Mobilidade. Cada setor da administração deverá analisar seus prédios, equipamentos públicos, formas de atendimento e fluxo diário de pessoas, identificando situações que dificultem o acesso de moradores, servidores e usuários dos serviços.

A revisão atende a recomendações apresentadas em uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Paraná. O procedimento apontou oportunidades de aperfeiçoamento na estrutura de mobilidade urbana de Toledo, levando o município a organizar um diagnóstico mais amplo antes de contratar a empresa que ficará responsável pela atualização do plano.

Entre os pontos que deverão ser observados estão a localização dos serviços, as condições de acesso, as dificuldades enfrentadas durante os deslocamentos e a quantidade de pessoas afetadas por cada problema. As secretarias também terão que indicar a origem das informações utilizadas e apresentar elementos técnicos que permitam caracterizar cada situação.

Para padronizar o levantamento, a Prefeitura apresentou um formulário que será preenchido por todas as áreas. O documento exige a localização precisa do problema, uma descrição objetiva, a quantificação da demanda e outros dados necessários para que as informações possam ser comparadas e reunidas em uma única análise municipal.

Segundo o secretário Ronald Peixoto Drabik, a mobilidade não deve ser tratada apenas como uma responsabilidade do órgão de trânsito. Serviços de saúde, educação, assistência social, cultura, esporte e outras áreas também dependem de condições adequadas para que a população consiga chegar aos locais de atendimento.

Na prática, o levantamento poderá revelar dificuldades que nem sempre aparecem nas análises tradicionais do trânsito. Um prédio público pode estar localizado em uma área com poucas opções de transporte coletivo, ausência de calçadas adequadas, travessias inseguras ou dificuldades para pessoas com mobilidade reduzida, por exemplo. A Prefeitura não antecipou quais problemas já foram identificados.

As informações reunidas serão consolidadas pela Secretaria de Planejamento e utilizadas na elaboração do Estudo Técnico Preliminar e do Termo de Referência. Esses documentos definirão as necessidades do município e servirão de base para a futura licitação da empresa responsável pela revisão completa do plano.

Cada secretaria também deverá indicar um interlocutor técnico permanente. Esse servidor acompanhará as próximas etapas, responderá às solicitações de informações e funcionará como ponto de contato entre a área que representa e a equipe responsável pela revisão.

O diagnóstico inicial será construído com base no conhecimento dos profissionais que trabalham diariamente nos serviços municipais. A intenção é reunir uma visão mais próxima da realidade enfrentada pela população, evitando que a revisão se limite apenas a dados gerais sobre o fluxo de veículos.

Ainda não foram divulgados o prazo para a conclusão dessa etapa, a data prevista para a licitação ou o valor estimado da contratação. O processo atual é preparatório e deverá definir quais estudos e produtos técnicos serão exigidos da futura empresa.

A atualização do plano poderá orientar decisões futuras sobre transporte coletivo, circulação de veículos, deslocamentos a pé, acessibilidade e integração entre bairros e serviços públicos. As propostas concretas, porém, serão apresentadas somente depois da conclusão dos levantamentos e da revisão técnica.

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