Foram identificadas como Bruna Cristina Di Berti e Micheli Caroline Di Berti as duas mulheres que morreram em um grave acidente registrado na manhã desta segunda-feira (31), na BR-163, na região do Contorno Oeste de Cascavel. As duas eram irmãs e estavam em um Chevrolet Onix que saiu da pista e capotou.
No automóvel também estavam Gabriel, marido de Bruna, e o filho do casal, um menino de seis anos. Os dois sobreviveram e foram encaminhados para atendimento hospitalar. Informações do atendimento indicaram que o homem sofreu ferimentos leves, incluindo contusão no tórax, enquanto a criança apresentou algumas fraturas. Não havia, entretanto, boletim hospitalar posterior detalhando a evolução dos dois.
O acidente mobilizou uma grande estrutura de emergência. Equipes do Siate, da concessionária Via Campo, do Corpo de Bombeiros, médicos e uma ambulância avançada do Samu participaram do resgate. A Polícia Rodoviária Federal atuou na sinalização da rodovia e a Polícia Científica foi chamada para realizar a perícia e os procedimentos relacionados às vítimas fatais.
Uma mulher que passava pelo local a caminho do trabalho também parou para auxiliar nos primeiros socorros antes da chegada das equipes especializadas.
As circunstâncias que fizeram o Onix sair da pista permanecem desconhecidas. A informação disponível é de que o automóvel capotou diversas vezes, mas ainda não existe confirmação sobre velocidade, problema mecânico, condições da pista ou qualquer outro fator que tenha provocado a perda de controle.
Por isso, não é correto apontar uma causa antes da conclusão dos levantamentos da PRF e da perícia.

Bruna e Micheli eram ligadas a São Miguel do Oeste, em Santa Catarina. Segundo a cobertura regional, elas eram filhas do empresário e liderança política Everaldo Di Berti. A confirmação das mortes provocou repercussão entre familiares, amigos e moradores da cidade.
Para além da dimensão familiar da tragédia, o acidente também deixa duas frentes imediatas. A primeira é médica, com o acompanhamento do homem e da criança sobreviventes. A segunda é técnica, com a investigação para reconstruir a trajetória do automóvel antes do capotamento.
Em acidentes fatais, marcas sobre a pista, posição final do veículo, danos na carroceria e informações reunidas no local podem ajudar a esclarecer a dinâmica. Esses elementos precisam ser avaliados pelas autoridades e não podem ser substituídos por suposições feitas a partir das imagens da ocorrência.
Até a última atualização, não havia causa oficialmente determinada para o acidente.



