Mais de 70 mil moradores de Cascavel que fazem parte dos grupos prioritários ainda não receberam a vacina contra a influenza em 2026. Os dados divulgados pelo Programa Municipal de Imunização mostram uma cobertura de apenas 47,83%, pouco mais da metade da meta de 90%.
O público prioritário é formado por 140.620 pessoas. Desse total, 69.622 haviam recebido a dose, enquanto 70.998 continuavam sem vacinação até o levantamento apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde.
A situação ganha peso diante dos números de doenças respiratórias registrados neste ano. Até 25 de julho, Cascavel contabilizou 1.136 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG. Foram registrados 14 óbitos relacionados à síndrome no período.
Entre os casos investigados, 578 tiveram resultado positivo para algum agente analisado, quantidade que representa mais da metade dos registros. A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação contra influenza é uma das ferramentas disponíveis para diminuir principalmente o risco de agravamento da gripe e suas complicações.
A cobertura é especialmente baixa entre as crianças. Apenas 39,10% do público infantil prioritário havia sido vacinado. Entre os idosos, o índice estava em 51,40%, enquanto entre as gestantes chegava a 58,35%.
Isso significa que, mesmo nos grupos com cobertura mais alta, mais de quatro em cada dez pessoas ainda estavam sem a vacina. O município tenta ampliar a imunização justamente antes de novos períodos de maior circulação de vírus respiratórios.
A vacina contra a influenza está disponível gratuitamente para toda a população acima de seis meses de idade, não apenas para quem integra os grupos prioritários.

As doses são oferecidas nas Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Saúde da Família de Cascavel, de segunda a sexta-feira. O atendimento começa às 8h e segue até 15 minutos antes do fechamento de cada unidade, inclusive durante o horário do almoço.
Quem precisa de horário ampliado pode procurar as unidades Santa Cruz, Los Angeles, Neva e Nova Cidade, que funcionam até as 22h.
Na prática, a baixa cobertura aumenta a preocupação principalmente com idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com maior risco de desenvolver complicações. A vacinação não elimina todos os casos de gripe, mas a estratégia de saúde pública busca diminuir hospitalizações e quadros graves.
A Secretaria Municipal de Saúde continua fazendo um chamado para que moradores verifiquem a situação vacinal e procurem uma unidade. Para quem faz parte de um grupo prioritário, os dados mostram que ainda existe uma distância considerável para alcançar a cobertura considerada adequada.



