Famílias atendidas em diferentes maternidades da rede pública estadual do Paraná podem emitir gratuitamente a certidão de nascimento do bebê antes mesmo de deixar o hospital.
O serviço funciona por meio de unidades interligadas com cartórios ou pela presença de equipes responsáveis pelo registro civil dentro das próprias maternidades.
A medida reduz uma das primeiras obrigações burocráticas enfrentadas pela família após o nascimento.
Em vez de precisar retornar a um cartório nos primeiros dias de vida da criança, pais podem concluir o registro durante o período de internação.
Além da comodidade, o serviço tem impacto na prevenção do sub-registro, situação em que o nascimento não é formalizado dentro do período adequado.
A certidão é o documento que permite à criança acessar uma série de outros registros e serviços públicos.
No Hospital Regional de Telêmaco Borba, a Unidade Interligada de Registro Civil funciona desde 15 de junho.
Nos dois primeiros meses, a unidade registrou 186 nascidos vivos, dos quais 120 receberam o registro civil ainda no próprio hospital.
O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 10h às 12h, sem custo para as famílias.
O serviço também está presente em outras unidades.

No Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, ocorreram 1.068 nascimentos no primeiro semestre de 2026 e 450 registros foram feitos pelo atendimento disponível dentro da maternidade.
No Hospital Regional do Norte Pioneiro, em Santo Antônio da Platina, a média é de aproximadamente 125 registros mensais.
No Hospital do Trabalhador, em Curitiba, representantes do Cartório de Registro Civil se deslocam até a maternidade para atender as famílias.
A equipe hospitalar identifica os interessados, orienta sobre a documentação e verifica possíveis pendências antes do procedimento.
Há previsão inclusive para situações em que a condição clínica da mãe impede sua locomoção.
Nesses casos, o Serviço Social pode verificar com o cartório a possibilidade de realizar o registro no próprio leito.
O Paraná já aparece com resultados expressivos na redução do sub-registro.
Dados do IBGE divulgados em maio apontaram índice estadual de apenas 0,12%, o menor do país. Mais de 300 municípios paranaenses apresentaram índice zero.
A emissão dentro das maternidades integra justamente as iniciativas que contribuem para reduzir essa lacuna documental.
O resultado prático é simples: o bebê pode deixar o hospital já oficialmente registrado e com um documento essencial para o exercício da cidadania.



