Estudantes da rede municipal de Corbélia com diagnóstico de Altas Habilidades/Superdotação ou que ainda estejam em processo de identificação terão acesso, a partir de outubro, a um projeto voltado à ciência, tecnologia, engenharia e sustentabilidade. A iniciativa, chamada Bioenergia na Escola, terá atividades práticas envolvendo temas como energia solar, eletrônica, programação e eficiência energética.
A previsão é de dez encontros, realizados às sextas-feiras no Centro Especializado Professora Clotildes Schinato dos Santos. Ao todo, serão atendidos 20 estudantes do Ensino Fundamental I, divididos igualmente entre os períodos da manhã e da tarde. Os alunos serão selecionados entre diferentes unidades da rede municipal que possuem crianças atendidas ou acompanhadas nessa área da Educação Especial.
O projeto é desenvolvido a partir de uma ação de extensão universitária. A proposta não se limita à apresentação teórica dos conteúdos. Os estudantes deverão trabalhar com situações concretas, levantar hipóteses, realizar experimentos, comparar resultados e buscar soluções para desafios apresentados durante os encontros.
Entre os recursos previstos estão placas solares, circuitos eletrônicos, sensores e sistemas baseados em Arduino. A intenção é utilizar esses equipamentos para explicar, de maneira prática, conceitos relacionados à geração e ao consumo de energia, sustentabilidade, programação e funcionamento de dispositivos eletrônicos.

Para um estudante com Altas Habilidades, esse formato tem uma consequência importante: oferece oportunidades para aprofundar conteúdos que normalmente não fazem parte da rotina do Ensino Fundamental. Em vez de apenas acelerar matérias tradicionais, o projeto cria situações em que o aluno pode investigar problemas e desenvolver conhecimento em áreas específicas de interesse.
A preparação começou antes do contato direto com os estudantes. A proposta foi apresentada à Secretaria Municipal de Educação, à coordenação de Educação Especial e aos professores das salas de recursos. Em 8 de setembro, pais e responsáveis também participaram de uma reunião na Câmara Municipal de Corbélia para conhecer o funcionamento do projeto e autorizar a participação dos alunos.
A inclusão de estudantes ainda em processo de identificação é outro ponto relevante. Isso permite que crianças que apresentem características compatíveis com Altas Habilidades possam participar mesmo antes da conclusão de todo o processo avaliativo.
As oficinas serão conduzidas pelo doutorando e mestrando Josenei Godoi de Medeiros, da Unioeste, e pela mestranda Marcia Staudt, da UEM. Dessa maneira, a iniciativa também aproxima a universidade da educação básica municipal.
O projeto começa em outubro e, até o momento, não foi divulgado um calendário detalhado com as datas de cada encontro. Também não há informação sobre eventual continuidade da iniciativa depois das dez atividades previstas.
O principal resultado a ser acompanhado será justamente como os 20 estudantes responderão à proposta e se a experiência poderá abrir espaço para novas ações voltadas a alunos com Altas Habilidades na rede municipal.



