O uso de equipamentos especializados abriu uma nova frente nas buscas por Alex Budke Viana, de 49 anos, desaparecido desde sábado (22) após cair de uma moto aquática em um lago no Reassentamento São Francisco, na área rural de Cascavel. Segundo o tenente Delai, do Corpo de Bombeiros, o sonar identificou nesta terça-feira (25) um ponto específico que pode corresponder à localização procurada pelas equipes.
A informação exige cautela: Alex ainda não havia sido localizado até a atualização das 13h17. O equipamento indicou uma possibilidade, e os mergulhadores precisam verificar a área antes que qualquer confirmação possa ser feita.
As buscas chegaram ao quarto dia nesta terça-feira e passaram a contar com equipamentos enviados de Curitiba. Além do sonar convencional, as equipes utilizam tecnologia de varredura lateral, conhecida como Side Scan, capaz de produzir referências sobre objetos e formas presentes no fundo da água.
O trabalho é particularmente difícil pelas condições do lago.

Segundo informações repassadas durante a operação, a profundidade em alguns pontos varia entre aproximadamente sete e dez metros. A água tem baixa visibilidade, enquanto o fundo possui lodo, galhos e troncos, elementos que dificultam a movimentação e podem representar risco aos mergulhadores.
Na segunda-feira (24), um helicóptero da Polícia Militar também auxiliou nas buscas com sobrevoos sobre a região. Mesmo com a ampliação da estrutura, o desaparecido não foi localizado naquele dia.
A ocorrência começou no início da noite de sábado.
Conforme os relatos reunidos pelas equipes, Alex caiu da moto aquática e desapareceu na água. Vídeos feitos por pessoas presentes mostraram posteriormente o equipamento sozinho no lago. Familiares e pessoas que estavam no local tentaram inicialmente localizá-lo antes da chegada do Corpo de Bombeiros.
Desde então, a operação passou por diferentes fases, incluindo buscas superficiais, mergulhos, utilização de embarcação, apoio aéreo e agora mapeamento do fundo.
O possível ponto indicado pelo sonar é relevante porque pode reduzir a área em que os mergulhadores precisam trabalhar. Em vez de fazer uma varredura ampla em condições de baixa visibilidade, as equipes podem concentrar esforços em uma região delimitada pelo equipamento.
Isso, porém, não significa que o sinal necessariamente corresponda a Alex. Objetos, vegetação e outras estruturas submersas também podem produzir referências no sonar, motivo pelo qual a confirmação precisa ocorrer diretamente.
Familiares seguem acompanhando a operação.
Até o corte desta matéria, a busca permanecia em andamento e o Corpo de Bombeiros ainda não havia anunciado oficialmente a localização de Alex.
A atualização mais importante desta terça é, portanto, o avanço tecnológico da operação e a identificação de um ponto de interesse no lago, que agora deverá ser verificado pelas equipes especializadas.



