Um homem de 36 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Paraná em Foz do Iguaçu durante uma investigação por ameaça de morte e disparo de arma de fogo em contexto de violência doméstica e familiar. A prisão ocorreu na segunda-feira (24), e nesta terça-feira (25) policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado.
Segundo a Polícia Civil, o caso investigado ocorreu no dia 4 de agosto, no bairro Panorama.
Durante uma discussão familiar, o homem teria feito ofensas e ameaçado matar uma mulher com quem convivia. Na sequência, conforme a investigação, ele teria pegado uma arma de fogo e realizado um disparo em direção à vítima.
O tiro não atingiu a mulher e acertou uma parede do imóvel.
Depois do disparo, o investigado teria fugido em uma motocicleta e continuado a realizar ameaças, segundo a Polícia Civil.
A apuração reuniu depoimentos e outros elementos. Um laudo da Polícia Científica constatou marcas produzidas pelo projétil na parede da residência, reforçando a materialidade do disparo relatado durante a investigação.
Nesta terça-feira, as equipes realizaram buscas no endereço ligado ao homem, mas nenhuma arma de fogo foi localizada.
Esse detalhe é importante: o fato de a arma não ter sido encontrada durante a busca não elimina os demais elementos reunidos no inquérito, assim como também não permite afirmar onde ela estaria.
O homem permanece preso e à disposição da Justiça.

Como se trata de prisão preventiva, ainda não existe condenação definitiva.
A medida cautelar é determinada judicialmente durante o andamento de uma investigação ou processo e possui finalidade diferente de uma pena aplicada após julgamento. O investigado terá direito à defesa e as acusações precisarão ser analisadas pelo Judiciário.
Em ocorrências de violência doméstica, a atuação policial também envolve medidas destinadas à proteção da vítima e à preservação de provas.
Neste caso, o disparo que atingiu a parede produziu um vestígio que pôde ser analisado tecnicamente pela Polícia Científica.
A reportagem não divulga a identidade da mulher, medida adequada diante da natureza da ocorrência.
Também não são apresentados detalhes que permitam identificar o núcleo familiar envolvido.
O próximo estágio da investigação deverá considerar os elementos obtidos durante o cumprimento do mandado de busca e o material já reunido anteriormente.
A ausência da arma na residência pode levar os investigadores a tentar estabelecer o destino do objeto ou buscar outros elementos que confirmem sua origem e utilização.
Até a publicação desta terça-feira, o dado confirmado era que o homem de 36 anos estava preso preventivamente, que o caso permanecia em investigação e que nenhuma arma havia sido localizada na busca realizada pela Polícia Civil.



