Corpo de Alex Budke Viana é encontrado após cinco dias de buscas em lago de Cascavel

O Corpo de Bombeiros localizou nesta quarta-feira (26) o corpo de Alex Budke Viana, de 49 anos, que estava desaparecido desde sábado (22), após cair de uma moto aquática em um lago no Reassentamento São Francisco, na área rural de Cascavel. A localização encerrou cinco dias de buscas que mobilizaram mergulhadores, equipes especializadas e diferentes recursos tecnológicos.

A operação começou ainda na noite do desaparecimento. Nos dias seguintes, os bombeiros realizaram varreduras em uma área considerada de difícil trabalho. A profundidade do lago varia, segundo as informações divulgadas, entre aproximadamente 7 e 10 metros, e a visibilidade dentro da água era praticamente nula em alguns pontos. Lodo, troncos e galhos submersos também aumentavam o risco para os mergulhadores.

Na segunda-feira (24), um helicóptero da Polícia Militar foi utilizado nos trabalhos, inclusive com câmeras térmicas. Na terça-feira (25), integrantes do Grupo de Operações de Socorro Tático, o GOST, vieram de Curitiba para reforçar a procura com equipamentos especializados.

Um dos recursos decisivos foi o sonar, utilizado para mapear o fundo do lago por meio de sinais acústicos. Segundo o tenente Charles Fonseca, do Corpo de Bombeiros, o equipamento ajudou a indicar áreas que precisavam de uma busca mais minuciosa. As equipes também empregaram a técnica conhecida como “poita-poita”, que utiliza pontos de referência e cordas para fazer uma varredura sistemática do fundo.

Na manhã desta quarta-feira, os trabalhos foram retomados com novas passagens de embarcações e utilização do sonar. Depois da identificação de uma área de interesse, mergulhadores conseguiram chegar até o corpo e realizar a recuperação. A Polícia Científica foi chamada para fazer o recolhimento e os procedimentos periciais necessários.

A localização põe fim à operação de busca, mas não significa que todos os procedimentos relacionados ao caso estejam encerrados. Após a retirada da água, cabe à Polícia Científica realizar os exames necessários e formalizar as etapas posteriores antes da liberação do corpo à família.

Durante os cinco dias, as condições ambientais exigiram revezamento das equipes. A água fria aumentava o risco de hipotermia e limitava o tempo de permanência de cada mergulhador. A baixa visibilidade também fazia com que grande parte da busca fosse realizada praticamente pelo tato.

O caso mobilizou Cascavel desde o fim de semana e acompanhou uma sequência de tentativas com diferentes estratégias. A entrada do GOST e a utilização do sonar ampliaram a capacidade de verificar o fundo do lago, algo que não poderia ser feito de maneira eficiente apenas com observação pela superfície.

A conclusão da operação também mostra a importância da combinação entre treinamento especializado e tecnologia em ocorrências de busca subaquática. O equipamento consegue indicar anomalias ou pontos de interesse, mas a confirmação e a retirada ainda dependem da atuação direta dos mergulhadores.

Com a localização de Alex nesta quarta-feira, o foco deixa de ser a busca e passa aos procedimentos da Polícia Científica e ao atendimento à família.

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