A Polícia Rodoviária Federal encontrou aproximadamente 100 quilos de cocaína escondidos nos dois estepes de um caminhão fiscalizado na tarde desta quarta-feira (26), na BR-277, em Santa Tereza do Oeste. O motorista foi preso e posteriormente encaminhado à 15ª Subdivisão Policial de Cascavel.
A ocorrência começou durante um comando de fiscalização de veículos de carga.
Segundo o policial rodoviário federal Nestor Rubens de Araújo, a equipe deu ordem de parada ao caminhão e iniciou uma entrevista com o motorista. Durante essa conversa, os policiais perceberam informações consideradas desencontradas e também levantaram questionamentos relacionados à documentação da carga.
Diante dessas inconsistências, a PRF decidiu retirar o veículo de circulação para uma fiscalização mais aprofundada.
Foi durante essa inspeção que os agentes encontraram a cocaína escondida nos dois estepes do caminhão. A estimativa inicial informada pela corporação era de aproximadamente 100 quilos.
A primeira publicação sobre a ocorrência, feita às 16h27, ainda não informava a quantidade de droga encontrada. Naquele momento, já estava confirmado que o motorista havia sido preso na BR-277 e levado à delegacia.
Às 16h53, novas informações fornecidas pela PRF permitiram dimensionar a apreensão e explicar onde o entorpecente estava escondido.

Segundo o relato atribuído ao motorista pelos policiais, a droga teria sido carregada em Foz do Iguaçu e seria transportada até Chapecó, em Santa Catarina. Essa informação representa a versão dada pelo condutor durante a abordagem e poderá ser verificada durante a investigação.
A atuação foi realizada pelo Grupo de Patrulhamento Tático da Delegacia da PRF de Cascavel.
Depois da descoberta, motorista, veículo e a ocorrência foram encaminhados para os procedimentos policiais.
Não haviam sido divulgadas, até a atualização das 16h57, a idade do motorista, sua identidade ou informações sobre quem teria fornecido a droga e quem faria o recebimento em Santa Catarina.
Também não havia informação pública sobre eventual pagamento prometido ao condutor pelo transporte.
Esses elementos são justamente alguns dos pontos que uma investigação pode tentar esclarecer.
Uma apreensão desse porte não permite concluir automaticamente que o motorista faça parte de uma organização criminosa específica. Para estabelecer vínculos com fornecedores, destinatários ou outros envolvidos são necessárias provas reunidas durante o inquérito.
O que está confirmado até agora é a localização de grande quantidade de cocaína ocultada em partes do caminhão e a prisão do homem que conduzia o veículo.
O caso também mostra por que uma abordagem aparentemente rotineira pode avançar para uma inspeção aprofundada. Segundo a PRF, foram as inconsistências percebidas durante a fiscalização que fizeram a equipe aumentar o nível de verificação do caminhão.
A quantidade exata deverá depender da pesagem final e dos registros oficiais da ocorrência, razão pela qual a informação divulgada inicialmente é tratada como aproximadamente 100 kg.
A investigação agora deverá apurar a origem real da carga, o destinatário e a eventual participação de outras pessoas no transporte.



