Ex-morador de Toledo e companheira são mortos a tiros dentro de casa em Navegantes

Um homem que morou em Toledo e a companheira dele foram mortos a tiros dentro da residência onde viviam, na madrugada desta quarta-feira (2), no bairro Nossa Senhora das Graças, em Navegantes, no litoral de Santa Catarina. As vítimas foram identificadas como Felipe Silva dos Santos, de 31 anos, e Fernanda Xisto Furtado, de 30 anos. A autoria e a motivação do duplo homicídio são investigadas pela Polícia Civil de Santa Catarina.

Segundo as informações divulgadas pela Polícia Militar, a ocorrência começou por volta das 0h35, depois que familiares de Felipe, que moram na parte da frente do mesmo terreno, ouviram disparos vindos da edícula onde o casal estava. O pai da vítima relatou ainda ter escutado o barulho de uma motocicleta em frente ao imóvel pouco antes dos tiros.

A mãe de Felipe foi até a residência e encontrou a porta aberta. No quarto, Fernanda estava sobre a cama, enquanto Felipe foi localizado caído no chão, ao lado dela. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, foi chamada, mas constatou que os dois já estavam mortos.

Durante o trabalho pericial, foram recolhidos dois telefones celulares e dez estojos de munição calibre 9 milímetros. Conforme as informações repassadas pela PM, a suspeita inicial é de que um homem tenha entrado no imóvel e surpreendido o casal. Essa dinâmica, porém, ainda integra a investigação e não representa uma conclusão definitiva sobre o crime.

Equipes policiais também procuraram imagens de câmeras de segurança que pudessem auxiliar na identificação do autor. Não foram encontrados equipamentos nas proximidades capazes de registrar a ação, e uma câmera instalada na própria residência não estaria funcionando no momento do crime.

Felipe havia deixado Toledo aproximadamente um ano antes, mas mantém familiares no município paranaense. A ligação com a cidade fez o caso repercutir também no Oeste do Paraná.

Até a publicação das informações, ninguém havia sido preso. A Polícia Civil catarinense deverá analisar os materiais recolhidos, ouvir familiares e outras possíveis testemunhas e buscar elementos que possam esclarecer tanto a autoria quanto a motivação do duplo homicídio. Informações sobre velório e sepultamento não haviam sido divulgadas.

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