A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo apresentou um déficit acumulado de R$ 3.617.108,68 nos primeiros seis meses de 2026. Os números foram apresentados durante audiência pública de prestação de contas realizada na Câmara Municipal.
No período, a receita líquida da Emdur alcançou R$ 20.640.398,23, enquanto a receita bruta foi de R$ 22.284.215,27. A principal fonte de receita foi a pavimentação rural, responsável por pouco mais de R$ 9,5 milhões.
As despesas e custos acumulados chegaram a R$ 25.253.219,39. A maior parcela está ligada a salários e encargos, que representam 35% do total. A empresa informou possuir 240 empregados públicos ativos. Materiais aplicados e de consumo representam 27%, enquanto manutenção de frota e equipamentos responde por 11%.
A direção relacionou parte da dificuldade no fluxo de caixa à redução da entrada de recursos entre fevereiro e maio e a atrasos no pagamento de obras executadas por meio de convênios estaduais.
Os contratos conveniados em execução somam aproximadamente R$ 45 milhões. Desse montante, a Emdur informou já ter executado R$ 15,7 milhões em serviços.

Do que já foi executado, R$ 10,427 milhões passaram por medição. A empresa recebeu R$ 7,299 milhões, enquanto R$ 3,128 milhões medidos ainda aguardam pagamento. Outros R$ 5,286 milhões em serviços executados ainda dependem de medição.
Somando valores vinculados a obras estaduais e aproximadamente R$ 377 mil relacionados a contratos do Finisa, a administração calcula que os recursos a receber se aproximam de R$ 8,8 milhões.
A direção afirmou durante a audiência que esses valores seriam suficientes para cobrir obrigações pendentes e manter saldo em caixa.
Também foram apresentados dados de produção. A usina de asfalto produziu 10.913,82 toneladas entre janeiro e junho; a fábrica de artefatos de cimento chegou a 241,9 metros cúbicos; e a pedreira registrou produção de 31.888 metros cúbicos.
Vereadores ainda questionaram a durabilidade de reparos de tapa-buracos. A equipe explicou diferenças entre a massa asfáltica fria, usada de forma provisória, e a massa quente, empregada em intervenções definitivas ou emergenciais.



