Cascavel reúne municípios para ampliar debate sobre acolhimento familiar de crianças e adolescentes

Cascavel vai receber no dia 9 de outubro o 2º Encontro Regional do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora. O evento será realizado das 8h às 17h, no auditório da Univel, e reunirá profissionais da assistência social e integrantes das redes de proteção de municípios do Paraná.

A programação terá como foco a troca de experiências sobre o acolhimento familiar de crianças e adolescentes que, por determinação das autoridades responsáveis, precisam ser temporariamente afastados de sua família de origem.

Entre os temas previstos estão a prioridade do acolhimento familiar em relação ao acolhimento institucional, os impactos da institucionalização, formas de implantação dos serviços nos municípios, capacitação das famílias acolhedoras e experiências de pessoas que passaram pelo sistema.

Entre os convidados estão Jane Valente, apresentada como Líder Executiva pela Primeira Infância pela Universidade Harvard; Júlia Salvagni, psicóloga e coordenadora da Alta Complexidade do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; e Érick Costa, estudante e integrante do movimento Além do Acolhimento, que vivenciou serviços de acolhimento institucional e familiar.

De acordo com Mary Elene Weber, gerente de Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Assistência Social, apenas cerca de 5% das crianças e adolescentes acolhidos no país estariam atualmente em famílias acolhedoras. A gestora afirma que Cascavel possui experiência consolidada nesse modelo e é considerada referência na área. A caracterização como referência é uma avaliação apresentada pela administração municipal.

Em Cascavel, o serviço atende atualmente uma média de 200 crianças e adolescentes, com idades entre zero e 21 anos, e possui aproximadamente 120 famílias acolhedoras, segundo os dados apresentados pela Secretaria.

O modelo de família acolhedora é temporário. Isso significa que a criança ou adolescente não é adotado pela família que o recebe. O objetivo é oferecer um ambiente familiar durante o período em que a Justiça e a rede de proteção trabalham para solucionar a situação que provocou o afastamento.

Quando possível e seguro, o objetivo pode envolver a reintegração à família de origem. Em outras situações, podem ser adotadas providências diferentes de acordo com as decisões do sistema de garantia de direitos.

Em Cascavel, as pessoas interessadas em participar do serviço precisam apresentar certidões de antecedentes criminais e passar por capacitação e avaliação da equipe responsável.

As inscrições para o encontro regional ficam abertas até 5 de outubro.

O evento tem importância regional porque muitos municípios ainda possuem estruturas diferentes para lidar com acolhimento. A troca de experiências pode ajudar equipes locais a compreender como estruturar o serviço e quais desafios aparecem na prática.

Para Cascavel, o encontro também funciona como oportunidade de ampliar o número de pessoas que conhecem o programa e eventualmente se interessem em participar como famílias acolhedoras.

Informações sobre ingresso no serviço podem ser obtidas com a equipe responsável pelos telefones divulgados pela Secretaria: (45) 3902-1749 e (45) 2901-1847.

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