Imagens de câmeras de monitoramento obtidas nesta quarta-feira (19) mostram alguns dos últimos momentos conhecidos de Júlio César Velozo Leal, de 43 anos, antes de ele ser encontrado morto às margens da BR-163, entre Cascavel e Santa Tereza do Oeste. Os registros passaram a fazer parte das informações analisadas na investigação que tenta esclarecer as circunstâncias da morte.
O vídeo mostra Júlio caminhando sozinho pela região da BR-277, em Cascavel, durante a noite. Em diferentes momentos, ele aparece seguindo pelo acostamento e por áreas próximas à rodovia, aparentemente no sentido da comunidade onde morava. As imagens são consideradas importantes porque ajudam a reconstruir o trajeto feito por ele antes da morte.
O corpo foi localizado na tarde de terça-feira (18) em uma área de vegetação às margens da BR-163. Familiares participavam das buscas e foram responsáveis pela localização. Júlio apresentava ferimentos e hematomas, e o corpo já estava em estado de decomposição quando as autoridades chegaram.
Há uma divergência entre as publicações consultadas sobre a data exata em que o desaparecimento começou. Algumas reportagens mencionam sexta-feira (14), enquanto outras apontam sábado (15). O que aparece de forma consistente nas informações mais recentes é que existem imagens de Júlio ainda caminhando sozinho na noite de sábado. Por isso, a cronologia completa deverá ser estabelecida pela investigação.
Segundo informações repassadas às autoridades e à imprensa, Júlio havia saído acompanhado de um conhecido e passado pela região do Posto Pampa. Posteriormente, ele teria seguido sozinho em direção à residência. Quando não retornou, familiares registraram o desaparecimento e passaram a procurar por ele em diferentes pontos e trechos de rodovias.
A causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada. Ferimentos encontrados no corpo e possíveis fragmentos de veículo localizados nas proximidades levantaram inicialmente a hipótese de atropelamento. Ao mesmo tempo, a Delegacia de Homicídios acompanha o caso e não descartou outras possibilidades enquanto os exames não forem concluídos.

Esse cuidado é fundamental: embora exista uma suspeita inicial de atropelamento, não há conclusão pericial divulgada que permita afirmar que essa tenha sido efetivamente a causa da morte.
A Polícia Científica realizou os trabalhos periciais e encaminhou o corpo para necropsia. Os exames deverão ajudar a determinar o tipo de lesão sofrida, a causa da morte e outros elementos úteis para reconstruir o que aconteceu depois das últimas imagens registradas.
A Polícia Civil também procura novas gravações de câmeras instaladas ao longo dos trajetos entre a BR-277 e a BR-163. Caso algum veículo tenha se envolvido na ocorrência, essas imagens poderão ajudar a identificá-lo.
Até o momento, portanto, as câmeras esclarecem parte do percurso de Júlio, mas ainda não explicam sua morte. A investigação continua aberta e depende principalmente dos exames periciais e da análise de novos registros de monitoramento.



