O que diz a lei sobre exame de DNA e reconhecimento de paternidade

Entenda quando o exame de DNA pode ser solicitado, como funciona o reconhecimento de paternidade e o que diz a legislação brasileira sobre o tema.

O exame de DNA se tornou um dos principais instrumentos utilizados pela Justiça brasileira para esclarecer dúvidas sobre a filiação de uma criança. Além de confirmar ou afastar a paternidade biológica, o teste pode influenciar decisões relacionadas a registro civil, pensão alimentícia, guarda e herança.

Casos recentes, como o de um homem que descobriu anos depois que não era o pai biológico da criança que registrou, voltaram a despertar dúvidas sobre quando o exame pode ser solicitado e quais são seus efeitos legais.

Quem pode pedir um exame de DNA?

O exame pode ser solicitado por qualquer pessoa que tenha interesse legítimo em esclarecer a paternidade.

Entre os casos mais comuns estão:

  • ações de investigação de paternidade;
  • pedidos de reconhecimento voluntário;
  • processos de pensão alimentícia;
  • disputas sobre herança;
  • ações envolvendo anulação ou confirmação de registro civil.

Quando não há acordo entre as partes, a Justiça pode determinar a realização do exame durante o processo.

O exame é obrigatório?

Ninguém pode ser obrigado fisicamente a fornecer material genético.

Entretanto, a recusa injustificada pode ser interpretada pelo juiz como um indício contrário à pessoa que se recusou, especialmente quando existirem outros elementos que reforcem a suspeita de paternidade.

Cada caso é analisado individualmente.

O DNA sempre resolve a questão?

O exame possui elevado índice de precisão para confirmar ou excluir a paternidade biológica.

Mesmo assim, a Justiça pode considerar outros fatores quando o processo envolve relações familiares consolidadas ao longo dos anos, especialmente em situações de paternidade socioafetiva.

Por isso, nem toda discussão termina apenas com o resultado do DNA.

O reconhecimento da paternidade pode ser alterado?

Sim, mas depende da análise do Judiciário.

Em algumas situações, o exame pode levar ao reconhecimento do verdadeiro pai biológico.

Em outras, a existência de vínculos afetivos consolidados pode influenciar a decisão judicial, principalmente quando estiver em jogo o interesse da criança.

Cada processo é analisado conforme suas circunstâncias específicas.

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