Uma carga incomum chamou a atenção durante uma fiscalização realizada na BR-277, em São Miguel do Iguaçu. A Receita Federal apreendeu 148,2 quilos de cabelo humano transportados em um veículo na noite de quarta-feira (12). O material foi avaliado em até R$ 1 milhão.
Os cabelos estavam distribuídos em malas e sacolas plásticas colocadas tanto no porta-malas quanto nos bancos traseiros do automóvel. O veículo era conduzido por um brasileiro, cuja identidade não foi divulgada.
Durante a abordagem, o motorista apresentou duas notas fiscais, identificadas como DANFEs, emitidas pela própria empresa. Ele afirmou aos servidores da Receita que era proprietário de um salão de beleza em Foz do Iguaçu.
Segundo o relato apresentado pelo condutor, o cabelo teria sido adquirido diretamente de pessoas que comercializam esse tipo de material no estabelecimento e também de clientes do próprio salão. Essa explicação ainda deverá ser analisada durante os procedimentos fiscais.
O motorista informou ainda que a carga seria levada até Londrina. Na cidade, o produto seria oferecido a comerciantes locais, mas o destino final das vendas seria o estado de São Paulo.
A Receita Federal decidiu apreender o veículo e todo o material. A carga foi levada para o depósito da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, onde deverá permanecer enquanto os documentos e a procedência são analisados.
A apreensão chama atenção principalmente pelo volume e pelo valor comercial informado. Quase 150 quilos de cabelo humano representam uma quantidade bastante superior à encontrada em transações individuais comuns, e o valor estimado de até R$ 1 milhão mostra o peso econômico desse mercado.
Até o momento, a Receita não divulgou como foi calculada a estimativa máxima da carga nem informou quais tipos, comprimentos, características ou origens dos cabelos influenciaram a avaliação.

Também não foi divulgado qual inconsistência específica levou à retenção do material depois da apresentação das duas notas fiscais. Por isso, seria precipitado afirmar qual infração será eventualmente atribuída ao motorista ou à empresa.
Os próximos passos devem envolver a conferência dos documentos apresentados, a contabilização do produto e a verificação da regularidade da operação comercial. Dependendo do resultado, as autoridades poderão definir o destino da carga e as medidas administrativas ou legais cabíveis.
O veículo também permanece apreendido junto com os cabelos. A publicação não informou quando o proprietário poderá solicitar a liberação nem se foi necessário pagamento de alguma garantia ou tributo.
O caso mostra como a fiscalização aduaneira não se limita a produtos tradicionais, como eletrônicos, bebidas ou cigarros. Mercadorias de alto valor comercial podem assumir diferentes formas e também precisam estar acompanhadas da documentação exigida.
Até a última atualização, não havia informação sobre prisão do motorista.



