O candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, apresentou como proposta para a área da saúde a criação de uma nova base aérea do Samu para atender principalmente municípios do Centro-Sul e Sudoeste do Estado, além da aquisição de um helicóptero preparado para operações noturnas. A proposta foi divulgada nesta quarta-feira (26).
Segundo o candidato, a nova estrutura seria posicionada de forma a ampliar a cobertura de cidades como Guarapuava, Pato Branco, Francisco Beltrão e municípios próximos. A ideia faz parte de um projeto apresentado com o nome de “Asas da Vida”.
É importante destacar desde o início que se trata de uma proposta eleitoral, e não de uma nova base já aprovada, licitada ou em implantação pelo Governo do Paraná.
Atualmente, o serviço aeromédico estadual possui cinco bases com helicópteros em Curitiba, Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. A Secretaria de Estado da Saúde informa que as bases trabalham de forma coordenada e que cada uma possui área de atendimento que pode alcançar um raio de até aproximadamente 250 quilômetros.
No Oeste, Cascavel já integra essa rede e funciona como referência para atendimentos que exigem transporte rápido de pacientes entre municípios ou remoção para serviços de maior complexidade.

A proposta de Sandro Alex busca acrescentar uma estrutura entre o Centro-Sul e o Sudoeste. Segundo ele, outro objetivo seria permitir mais operações durante a noite por meio da aquisição de uma aeronave com capacidade técnica para esse tipo de missão.
O candidato também relacionou a expansão aérea a helipontos de hospitais em construção ou planejados, citando Cascavel e Guaíra entre os municípios que fariam parte dessa lógica de integração. Essas afirmações integram a apresentação da proposta e ainda dependem, em caso de implementação futura, de decisões administrativas, disponibilidade orçamentária, estrutura das unidades e processos de contratação.
A discussão sobre atendimento aeromédico envolve um fator central: tempo. Em situações graves, a possibilidade de levar equipes especializadas rapidamente ao paciente ou reduzir o percurso até um hospital de referência pode alterar a logística do atendimento.
Mas aumentar a rede também exige mais do que adquirir uma aeronave. Uma base precisa de pilotos, equipe médica e de enfermagem, manutenção, infraestrutura, regulação, protocolos e custeio contínuo.
Até a publicação desta quarta-feira, não foram apresentados na matéria consultada valores estimados para a nova base e o helicóptero, fonte específica de financiamento, prazo de implantação ou município definido para sediar a estrutura.
Esses pontos são necessários para avaliar posteriormente a viabilidade da proposta.
Assim, o fato confirmado neste momento é a apresentação de um compromisso de campanha para ampliar a cobertura aeromédica. Qualquer execução dependerá do resultado eleitoral e, posteriormente, das etapas administrativas e orçamentárias necessárias.



