Imbituva vive nesta quinta-feira (20) um dia de luto e despedidas após o acidente que matou 23 pessoas na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais.
A colisão frontal entre um micro-ônibus da Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva e uma carreta aconteceu por volta das 3h30 de quarta-feira (19). Cinco pessoas sobreviveram feridas.
O micro-ônibus levava pacientes e acompanhantes de Imbituva para hospitais da Grande Curitiba.
No total, 22 pessoas que estavam no veículo municipal morreram. A 23ª vítima foi o motorista da carreta, Alex Rivail Machado da Silva, de 26 anos.
Entre as vítimas fatais estão 13 mulheres, oito homens e duas crianças.
A Polícia Científica precisou mobilizar equipes de diferentes cidades e aplicar protocolo especializado para identificação em ocorrências com grande número de vítimas.
Todos os 23 corpos já haviam sido identificados até a noite de quarta-feira.
Nesta quinta, parte das despedidas ocorre no Ginásio Municipal de Esportes de Imbituva.

Sete vítimas são veladas coletivamente no local, enquanto outras famílias optaram por cerimônias em residências ou em outros pontos do município.
O motorista da carreta é velado em Castro.
A Prefeitura disponibilizou equipes de psicologia e enfermagem para acompanhar os familiares.
Os sepultamentos acontecem ao longo desta quinta-feira.
O município e o Governo do Paraná decretaram luto pela tragédia.
Enquanto as famílias se despedem, as autoridades trabalham para esclarecer a causa da colisão.
Informações preliminares da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Civil indicam que a carreta teria invadido a faixa contrária antes de atingir frontalmente o micro-ônibus.
A PRF ressaltou, entretanto, que a investigação ainda não foi concluída.
Não havia chuva nem neblina no momento da colisão.
A polícia também apura outras circunstâncias relacionadas ao caminhão e ao motorista, mas qualquer conclusão sobre a causa definitiva dependerá do inquérito e do laudo técnico.
O acidente é o mais grave registrado nas rodovias federais do Paraná desde 2021 em número de mortes, segundo a PRF.
A dimensão da tragédia é ainda maior porque grande parte das vítimas viajava em busca de atendimento médico.
Entre elas estavam pacientes que precisavam realizar consultas, exames e procedimentos em Curitiba, acompanhados por familiares.
Agora, além da investigação, o impacto se concentra nas famílias e em uma cidade que perdeu dezenas de moradores em uma única madrugada.



